Arquivo da categoria: Opiniões (e só)

“É pela paz que eu não quero seguir admitindo”

Volta e meia, eu sinceramente me pergunto o porquê de tantas pessoas não poderem gozar o mínimo de paz nas suas vidas. Por quê? As pessoas, todas elas, sabem o porquê. Intuitivamente o sabem. Todas elas, bem ou mal instruídas.

Mas eu insisto e, imagine-se lá o motivo, torno a perguntar: por quê? Por que essas pessoas não podem gozar o mínimo de paz nas suas vidas? É que, na indignação, o propósito de indagar sobre as causas das injustiças não é o de querer que, naquele exato momento, alguém as explique. Trata-se apenas de manifestar sua revolta por tudo o que existe. Continuar lendo

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A comparação é boa, a conclusão é ruim

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Professor Muhammad Yunus fez uma comparação bastante interessante. Disse que o capitalismo assemelhava-se a um carro quebrado. Se o capitalismo, então, está quebrado, ele deveria ser substituído por um novo sistema, que, por sua vez, também poderia ser representado na figura de um novo modelo de carro.

No texto que acompanha esta postagem, em inglês, aponto um problema lógico nessa comparação do professor Yunus. Fiz uma versão em inglês porque ele se destina ao público internacional como um todo. E também para praticar meu domínio com o idioma. Continuar lendo

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Comentários: a DRU, o Governo Dilma e o Neoliberalismo

Com o texto que acompanha esta postagem, volto às minhas atividades no blog.

Não se trata de um artigo propriamente dito. Apenas consiste  num texto organizado em breves comentários, cada um dos quais iniciados por um título.

Nele tento organizar algumas ideias, apenas. Tem, contudo, a validade de expressar, de um modo geral, minha opinião sobre o governo Dilma.

Abraços e um Feliz 2012 a todos/as. Continuar lendo

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E também ao despropósito das eleições presidenciais

Depois de tanto tempo com o blog parado, as duas postagens mais recentes apresentam duas características: 1) uma relativa discordância entre os editores de Panscopia; 2) atualização do blog justamente em período eleitoral. Destaco especialmente o segundo item como autocrítica, pois por um lado a nossa proposta é fruto “(…) de simples operação matemática – uma realidade que não mudou + pessoas que fingem tentar mudar a realidade – [e por isso] é que se decidiu pela criação de Panscopia, instrumento para instrumentalizar”. Só que, por outro lado, reproduzimos o mesmo pragmatismo implícito na crítica inicial: sem estarmos nos dedicando a alguma análise rigorosa de, se não todos, pelo menos alguns elementos estruturais e conjunturais do Brasil agora, pretendemos nos manifestar por “breves comentários”.

Deixo esta autocrítica publicada aqui não por formalismo ou por “desencargo de consciência”, mas como mais uma maneira de forçar eu e Danilo a levarmos isto mais a sério, já que nunca pensamos como mero blog, e sim como ponto de partida de outros projetos.

Ao ponto.

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O confronto ideológico é mais importante

Escrevo este texto alguamas horas após ter encerrado o debate presidencial do 2° turno na RedeTV!.

O debate, ou melhor, o desempenho de Dilma no debate – a meu ver, regular – não modificou algumas das impressões que vim desenvolvendo nessa última semana.

Novamente, este texto não propõe a se aprofundar em alguma discussão; o parco tempo de que disponho não me permite dedicar mais de uma hora por dia em frente à tela do computador.

Então let’s go.

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A propósito das eleições presidenciais

À propósito das eleições presidenciais: breves comentários para contribuir ao debate sobre o 2° turno na esquerda

Saí do PT há menos de um ano. Na verdade, já vinha saindo há mais tempo. Quase um ano e meio – ou mais.

Na época em que, decididamente, desliguei-me do partido, minha avaliação foi a de um militante de esquerda que deixou de acreditar na existência, dentro do PT, de qualquer espaço para a discussão (ou, talvez, sequer a menção mesmo) de um projeto de sociedade alternativo ao modelo capitalista de organizar a (re)produção da vida. Mantenho esse posicionamento.

Não pretendo, neste texto, fazer um jogo de amarelinha e usar mecanicamente palavras como “tática” e “estratégia”, o que demandaria uma discussão mais profunda. Num texto breve como este pretende ser – e será -, o uso de palavras como essas correriam o altíssimo risco de virar meros jargões; em poucas palavras: o risco da vulgarização. A esquerda, aliás, precisa rechaçar as vulgarizações.

Ainda, é importantíssimo lembrar que este texto não representa a opinião do blog. Trata-se tão-somente da opinião do degas.

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Manifestação tardia

José de Sousa Saramago (Azinhaga, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010)

Tive muitas dúvidas quanto a esta postagem: se deveria fazê-la, com qual conteúdo, qual o grau de hipocrisia que suportaria de acordo com uma maior ou menor pessoalidade (que nunca existiu), etc.

Quanto temos muitas dúvidas, o melhor é ser sintético, como sinônimo de “resumo”.

É, mais do que triste, angustiante receber a notícia da morte de um dos poucos comunistas ferrenhos (porque socialismo é democrático, que nos apoie Paulo Skaf) e grande usuário da língua portuguesa.

Vivemos um momento de extrema desorganização da classe trabalhadora, baixíssimo nível de consciência de classe, intensidade crescente das jornadas de trabalho, e aprofundamento das crises social e ambiental. E – que fique claro – isso não é “pessisimo” ou uma homenagem de mau gosto ao autor português; é sim o diagnóstico mais geral compartilhado pelos editores de Panscopia.

Por isso, inevitável recebermos com tristeza sincera a morte de Saramago. É por motivos simbólicos emocionais afetivos e não por pressão prática – afinal reorganização de nossa classe é tarefa da nossa própria classe.

Mas a luta continua. Agora sem ele, mas com muitos parágrafos seus e raras pausas gráficas. Assim como deve ser a organização e luta dos trabalhadores: com definição de conteúdo, sem pausas; com um fôlego para uma ruptura, e não com desculpas para diminuir a velocidade e parar.

PS.: não fiquem “twittando” que agora ele descansa em paz na eternidade, com a bênção do criador, e cristianismos mais. Não passem essa vergonha com o ateu assumido privada e publicamente que ele foi.

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