Novo poema

Hellicoide – Gabriel L.

Estou o que não fiz de mim
o que aceitei como belo
o que vem natural
como o cavalo-dádiva
que metamorfoseia em troianos

Isso que sou não é soma
não se soma
se dissipa e remonta
agora com os troianos sobre cavalos

Quando estar vira ser?
Estar miúdo, mirrado, mal começado
é já ser mal terminado?
“Pois quando eras criança
precipitava-tes no adulto planejado
e este agora retorna à infância comida”

Pergunto-me se sou um troiano
se sou seu cavalo.
Respondem-me que estou
chão sendo usado, terra batida
solo de fertilidade pisada

Movo-me para que seja
enfim
o avesso – e não a mera inversão
Do que me fizeram estar

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